Especial: O Pequeno Príncipe {Detalhes Técnicos} por Thais Maia


EM SUA SEGUNDA SEMANA, O PEQUENO PRÍNCIPE ALCANÇA
O PRIMEIRO LUGAR NAS BILHETERIAS BRASILEIRAS

Adultos e crianças de todo o país se deixaram cativar pela história da doce Menina, que aprende que ‘o essencial é invisível aos olhos’


Novas e Inspiradoras Palavras; Imagens Poderosas 

Uma das qualidades de destaque da produção de O PEQUENO PRÍNCIPE é que ela atraiu tanto o crème de la crème da indústria de animação na Europa, assim como muitos veteranos talentosos dos principais estúdios de animação em Los Angeles. O escritor Bob Persichetti já trabalhou em filmes como Tarzan, Mulan e O Corcunda de Notre Dame na Disney, e Shrek 2, Monstros vs. Aliens e O Gato de Botas na DreamWorks. Ele se lembra do dia em que ele recebeu um telefonema de Osborne para se juntar à sua equipe no início de 2012. "Lembrei-me de Mark da DreamWorks, mas nunca havíamos trabalhado juntos em um filme, então eu agarrei a chance de ajudar a história com uma pequena equipe de artistas de storyboard".

Persichetti diz que durante todo o processo de desenvolvimento da história, eles sempre mantiveram o livro de Saint-Exupéry ao lado. "Foi nosso guia sempre que estávamos em dúvida aos aspectos da história. Gostávamos de ler uma passagem e ficamos sempre espantados com a beleza e a simplicidade do livro. Os detalhes sutis, as reações, as lições da Raposa, os minúsculos elementos sutis foram os ingredientes importantes. Às vezes, você pode ser pego martelando o enredo e a unidade narrativa, e todos nós precisávamos remeter para o livro para chegar ao coração da história, seu tom suave e todos os personagens".

Persichetti diz que as reuniões criativas que teve com Osborne e a roteirista Irena Brignull (Os Boxtrolls, Castelo dos Sonhos) foram muito úteis na definição dos principais personagens, definindo o que seria único e especial sobre cada um deles. "Essa é a beleza deste processo", explica ele. "Você tem esse roteiro e, dentro dele, você tem essas pedras preciosas sobre cada um dos personagens, de modo a refinar e polir e, a cada reiteração, você obter uma imagem mais clara de cada um deles. Isso é como o melhor material sobe ao topo e te deixa capaz de ser muito eficiente com a sua história, bem como a criação de personagens incríveis que o público vai gostar de ver".

Esta devoção ao coração e ao tom poético do livro também é algo de que Persichetti é bastante orgulhoso. "Tem sido uma experiência criativa libertadora trabalhar neste filme independente", observa. "Todos nós temos tanto amor por este filme, e nos foi dada a liberdade para representar o livro de uma forma verdadeira. Eu não acho que seja o mesmo tipo de liberdade que aconteceria em um grande estúdio, onde há tantos obstáculos que o livro seria perdido no processo".

Um dos principais artistas responsáveis ​​pela criação do visual único do filme é Lou Romano, mais conhecido por seus trabalhos na Pixar com Os Incríveis e Up: Altas Aventuras. Além de poder trabalhar com o material original, Romano agradeceu a oportunidade de trabalhar com Osborne, seu ex-colega de classe na Cal Arts, onde tinham feito vários curtas-metragens como estudantes. "Eu adoro trabalhar com Mark e ele armou uma história que realmente me interessava", diz Romano. "Quando entrei para o projeto, já havia uma riqueza maravilhosa no trabalho de design, de modo que Mark me pediu para encontrar uma maneira de reunir tudo isso e ainda encontrar uma maneira de trazer minhas próprias ideias para ele também."

Como designer de produção do filme, Romano ajudou a criar o visual e a sensação de o filme em termos de design, iluminação e cor, tanto em 2D como em CGI: "Nós tivemos uma estrutura sólida para trabalhar desde o início, por isso, tivemos uma forma mais fácil de desenvolver a luz, a atmosfera e o clima do filme", ​​observa. "Tem sido divertido trabalhar com Mark, porque embora nós trabalhemos em longa distância, eu me senti muito conectado, tal como nós estávamos na escola. Temos esta taquigrafia com a qual nos comunicamos, e nós estamos em sincronia em um monte de coisas, especialmente em termos de design e tom geral".

Embora a história estivesse em constante evolução, Romano diz que Mark era claro desde o início sobre o tom que cada mundo precisava ter. "O mundo do Aviador é um lugar acolhedor e mágico, enquanto o mundo da Pequena Garota é rígido, frio e com ordem. Para mim, é sempre importante projetar em termos de sentimento as emoções que você quer evocar na plateia”.

Além do livro, Romano diz que os cineastas tiraram referências de filmes do diretor francês Jacques Tati, como Play Time - Tempo de Diversão e Meu Tio. "É esse tipo de sátira que tira sarro do mundo adulto", comenta Romano. "Ele era um contador de histórias muito visual, de modo a obter as suas ideias muito rapidamente. Também pesquisou alguns dos melhores filmes em stop-motion filmes do passado. Você também pode ver a influência do design moderno dos anos 1950 e dos anos 60 no mundo real e no Planeta Adulto. Elas ecoam o mesmo tipo de racionalização moderna e simplicidade daquela estética em contraste com a aparência mais texturizada e excêntrica do mundo do Aviador".

A diretora de arte Celine Desrumaux (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1) acredita que a combinação de CGI e stop-motion permite que o filme ofereça uma grande mistura de simplicidade, belos visuais e certa ingenuidade e charme pueris. "Eu tentei ao máximo possível respeitar as ilustrações originais do livro", diz ela. "Todas as adaptações de O Pequeno Príncipe têm um céu azul e fundo azul escuro. Eu me perguntava: 'Como posso fazer diferente e ser respeitosa com o traço original? ’ Então eu pensei no livro e a primeira cor que veio à minha mente foi o branco - aquelas páginas brancas com todos os desenhos. O espaço em branco com as estrelas amarelas e do efeito da aquarela no fundo branco. As cores brancas e amarelas significam muito para mim e para todos nós na equipe, porque elas representam os desenhos do livro, a cor do papel, a cor das dunas do deserto, o sol, as estrelas. É tudo que queríamos - mas acima de tudo eram nossas cores, no nosso filme".

Para o aclamado designer de personagens do filme, Peter de Sève, o longa-metragem proporcionou uma grande chance de revisitar um livro que ele tinha lido quando adolescente. "Eu não acho que eu realmente entendi o livro naquela época, mas agora fiquei profundamente comovido com ele. Quando recebi o telefonema do Mark, eu tenho que dizer que fiquei um pouco intimidado por ele, porque eu estava sendo convidado a redesenhar personagens que já estão impressos nas mentes de milhões de leitores em todo o mundo. Mas Mark foi tão convincente e ele estava tão apaixonado pelo projeto, que eu sabia que poderia fazer justiça ao material original".

De Sève, que é mais conhecido por seus adorados desenhos de personagens para a série "A Era do Gelo", bem como uma série de outros títulos de estúdios de animação, como Tarzan e O Corcunda de Notre Dame, da Disney; O Príncipe do Egito e Vida de Inseto da DreamWorks e Procurando Nemo da Pixar, diz que embora os personagens estejam ilustrados no livro, eles foram desenvolvidos de uma forma muito simplista, quase infantil. "Havia muito a interpretar, mas o truque era ser específico para captar a essência dos desenhos de Saint-Exupéry".

Para definir os traços do personagem-título do filme, De Sève criou tantas opções quanto possíveis para Osborne escolher. "O personagem mais difícil de desenhar é muitas vezes o principal", explica ele. "Neste caso, especialmente, todo mundo tem uma ideia do que o Pequeno Príncipe é e como ele se parece. Fiz de 20 a 30 desenhos e enviei a Mark antes de nossas reuniões via Skype. Ele chamava atenção para aspectos diferentes do rosto do príncipe, suas proporções, seu traje, etc. Até que chegamos perto dos ingredientes que queríamos. Eu sempre senti que há um pouco de tristeza e cansaço do mundo sobre o Príncipe, algo que você não costuma ver em um filme de animação com uma criança como protagonista. É por isso que muitos dos meus desenhos dele são um pouco melancólicos, mas, ao mesmo tempo, o Pequeno Príncipe tem um sentimento de admiração e encantamento sobre ele. Ele também vê beleza nas pequenas coisas, então eu tentei trazer essas sutilezas para meus desenhos”.

Jason Boose, supervisor de animação do filme, diz que um dos principais desafios foi a mistura de certa sensibilidade poética europeia com uma estética narrativa mais tradicional. "É realmente um filme íntimo", diz Boose, que já trabalhou como animador nos desenhos da Disney Lilo & Stitch e Carros, e Ratatouille e Up: Altas Aventuras, da Pixar. "Este é um filme tão íntimo, que tivemos que nos certificar de que a relação entre o velho Aviador e menina era crível. Transmitir o seu vínculo e o desenvolvimento lento de sua amizade na tela foi um desafio fundamental".

Boose também acredita que trabalhar em uma escala menor do que em suas experiências anteriores nos estúdios teve um efeito muito libertador. "Nós tivemos uma equipe menor, o que resultou em uma experiência muito mais íntima. Tivemos de estar envolvido em muitos aspectos diferentes do filme. O processo é o mesmo, mas nós trabalhamos com uma equipe muito apaixonada. Mark foi incrível para trabalhar, porque ele dirige os animadores como se fossem atores. É tudo sobre ser emocionalmente envolvido com esses personagens”.

O supervisor diz que o resultado é prova de que filmes de animação nem sempre têm que caber em um determinado molde. "Eles não têm de ser estereotipados ou ser entretenimento gratuito", observa. "Você pode ter um filme de animação que é poético e significativo e ainda ter pessoas que se preocupam com todos os personagens e a história. Nós esperamos poder provar que o filme é capaz de transcender a definição do que um filme de animação deve ser".









Desenvolvendo a Técnica Mágica 


O supervisor de personagens 3D do filme, Hide Yosumi, foi diretor técnico para a Disney em Bolt: Supercão, Enrolados e Detona Ralph e sua equipe desenvolveu um novo sistema de desenvolvimento a partir do zero para O PEQUENO PRÍNCIPE. "Nós criamos este sistema de manejo robusto e flexível porque estávamos muito atentos para o desenho do personagem em 3D", observa. "Nós nunca paramos de melhorar todos os personagens durante a produção. Nosso objetivo era não perder uma grande quantidade de tempo cada vez que o diretor melhorasse os personagens, de modo que eles pudessem mudar o modelo para o personagem e uma hora mais tarde, colocá-lo de volta na linha de produção".

De acordo com Yosumi, um desafio fundamental para a equipe de CGI foi acrescentar a dimensão extra para o mundo 2D introduzido pela primeira vez no livro. "Nós estávamos saindo do mundo 2D criado por Saint-Exupéry para um mundo 3D gerado por computador. Quando criamos um personagem em 2D, também precisávamos vê-lo com 360 graus, então nós constantemente tínhamos que verificar todos os diferentes ângulos e certificar que o personagem era atraente na tela grande. O filme tem sua própria linguagem, mas precisávamos de uma forte ligação com o mundo do livro. Tivemos também que considerar as ligações entre os momentos stop-motion e as peças CGI. Não poderia ser realista e também não muito caricato, mas em algum lugar entre mundos que também fosse crível para o público que o verá pela primeira vez.”

Bem-vindo a um mundo em Stop-Motion 

Quando chegou a hora de encontrar uma equipe para desenvolver as sequências de stop-motion do filme, Osborne decidiu convidar Jamie Caliri, mais conhecido pelo comercial premiado da United Airlines, "Dragon", e as sequências de créditos para Desventuras em Série e da série “United States of Tara". "Adoro o trabalho de Mark e o conhecia da faculdade, por isso, quando eu descobri que ele queria usar stop-motion para parte do filme, eu expressei meu interesse imediato", diz Caliri, que também é o diretor criativo do software Dragon Frame, usado para animação ao redor do mundo. "Tivemos a sorte de ter Alex Juhasz ("United States of Tara","Babadook") que tem um grande olhar e um fantástico estilo de ilustração para trabalhar nos esboços de conceito de produção desde o início. Criamos algumas esculturas com base em suas ilustrações em Ojai, Califórnia, então eu os fotografei e enviei para Mark. A nossa abordagem foi a de filmar o material em um estilo conservador, porque queríamos nos concentrar na beleza simples do material".

Caliri, Juhasz e o diretor de animação Anthony Scott trabalharam em estreita colaboração com Osborne para construir o mundo como se filtrado através das páginas do livro do Aviador. "Decidimos usar o papel como o nosso meio porque Mark tinha construído essa história em torno do Príncipe... Essas páginas do livro de folhas soltas que o velho Aviador tinha todos esses anos. É uma ligação óbvia para a história. Portanto, ir a partir da sequência que é inteiramente feita de papel no início, e então, uma vez que temos mais dimensões, utilizamos uma combinação de papel e argila, que permite à aquarela ser aplicada em cima das faces. Construímos tudo de uma forma teatral, mas iluminamos os conjuntos de uma forma realista". Caliri menciona que uma das suas cenas favoritas no filme acontece logo no início. "Em nossa primeira sequência, apresentamos este mundo de papel através dos olhos da menina", ressalta. "Passamos da sequência de CGI para este mundo de papel em stop-motion como ela o imagina. A folha move-se em um túnel de papel que se parece com nuvens, e, em seguida, se transforma em dunas de areia. Isso foi feito usando simples papel cortado e pintado, disposto em um espaço 3D, sobre uma mesa, basicamente".

Anthony Scott, diretor de animação stop-motion do filme, também acredita que a escolha de fazer os bonecos e cenários fora do papel realmente fez as suas sequências se destacarem. Desafios específicos estavam sendo levados em conta, como a complexidade de exprimir o caráter do Pequeno Príncipe. "Em termos de animação pura, um dos meus primeiros pensamentos tinha a ver com o lenço do Príncipe", lembra. "No livro, as ilustrações mostram geralmente o lenço magicamente suspenso em meio ao ar, como se houvesse um vento constante. Fiquei imaginando as ideias de Mark sobre isso, e foi decidido que classificaríamos o nível do vento para cada sequência. Então, na verdade, o vento tornou-se outro personagem no filme! Uma vez com isso decidido, os animadores tiveram um guia para ajudá-los a determinar a forma de animar o lenço".

O tempo que levou para criar cada minuto de stop-motion do filme muitas vezes dependia do nível de complexidade de cada cena particular. "Dois personagens, andando devagar e falando, vai demorar mais tempo para animar do que um único personagem piscando e virando a cabeça", explica Scott. "Então, eu diria que um animador em nosso projeto criaria uma média de 5 a 15 segundos de imagens por semana, dependendo da complexidade”.

Como a maioria do elenco e membros da equipe do filme, Scott e sua equipe recorreram ao livro e suas ilustrações muitas vezes para reabastecer suas visões criativas. "Eles foram definitivamente a mais forte fonte de inspiração para mim", diz. "Estas ilustrações estiveram sempre comigo desde que eu era criança, me perseguindo: o Príncipe cuidando de seu planeta, visitando outros planetas e seus habitantes ímpares, encontrando a serpente no deserto. Trazê-los para a vida em stop-motion realmente conclui algo em mim". 




Música para Inspirar a Criança Interior 


Para criar a música para O PEQUENO PRÍNCIPE, os cineastas procuraram a experiência do compositor vencedor do Oscar®, Hans Zimmer, o homem por trás de trilhas sonoras para filmes dramáticos como Batman - O Cavaleiro das Trevas, Gladiador e Interestelar e filmes de animação, incluindo O Rei Leão (pelo qual recebeu o Oscar®), Kung-Fu Panda, Madagascar 2: A Grande Escapada ​​e Meu Malvado Favorito.

O músico alemão diz que se apaixonou pelo livro de Saint-Exupéry quando era um jovem garoto. Depois de Osborne mostrar a ele sua versão do filme (usando a mala de adereços coloridos), Zimmer foi imediatamente levado às lágrimas. "Sou muito durão, mas eu me encontrei chorando depois de Mark explicar a sua ideia para o filme. Eu pensei ‘Espera aí... Isso não está acontecendo comigo’. É uma história comovente e eu simplesmente não consegui resistir a ela".

Zimmer, que também havia trabalhado com Osborne em Kung-Fu Panda, diz que o diretor e sua equipe foram claramente capazes de fazer justiça a essa obra-prima adorada. O melodista também revela que a mensagem do filme realmente o emociona. "Compositores nunca crescem, então eu acho que é por isso que eu respondi ao subtexto do filme. Ele nos lembra de que há uma maneira diferente de abordar a vida. Mark foi capaz de construir uma ponte brilhantemente entre o mundo do livro e nosso mundo moderno. O filme nos convida a sonhar e estarmos abertos a todas as diferentes possibilidades que a vida pode oferecer".

Osborne diz que ele ficou bastante espantado com a forma que Zimmer e seus colaboradores entregaram o trabalho: um casamento perfeito entre a música e o material. "Hans teve essa ideia genial de trazer uma qualidade distintamente francesa para a música, por isso nos apresentou as canções da cantora e compositora francesa Camille”, observa ele. "Ele também trouxe o colaborador Richard Harvey, e juntos eles vieram com um som verdadeiramente original para o filme. Hans se refere ao seu maravilhoso processo colaborativo como 'montar uma banda', e a música que eles criaram é ao mesmo tempo comovente e perfeita para o projeto".

Zimmer diz que ele realmente abraçou o processo colaborativo e a chance de trabalhar com grandes músicos, especialmente Camille. "Uma boa parte da música aconteceu graças à visão de Mark e a participação de Camille", diz Zimmer. "Uma das minhas partes favoritas do projeto foi trabalhar com Camille, que é verdadeiramente mágica. Eu pesquisei toda a sua música no Youtube e apresentei-a a Mark, que também adorou sua música. Ela trouxe muito ao filme".

Osborne concorda. "Não só Camille compôs as músicas que precisávamos, como sua voz também aparece ao longo da partitura orquestral. Ela une esse universo; fiquei emocionado quando a ouvi pela primeira vez, porque sua voz era uma representação encantadora da vida da Pequena Garota, que floresce durante todo o filme. Zimmer diz que o processo de colocar a música no filme foi um esforço criativo muito orgânico”. "Nós todos vimos as imagens famosas e tocamos juntos no estúdio", lembra. "Em vez de apenas usar as canções pop habituais da prateleira, nossa música foi feita sob medida. A trilha sonora também se inspirou na autêntica natureza artesanal do filme". 
Sobre Antoine de Saint‐Exupéry e O Pequeno Príncipe

Publicado pela primeira vez em 1943, Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe), de Antoine de Saint-Exupéry já vendeu mais de 80 milhões de cópias em todo o mundo. É considerada a obra mais famosa de Saint-Exupéry, francês aristocrata, escritor, poeta e aviador pioneiro.

O livro é tanto a obra francesa mais lida como a mais traduzida, e foi eleito o melhor livro do século 20 na França. Traduzido em mais de 250 línguas e dialetos (bem como braile), tornou-se um dos maiores campeões de vendas já publicados.

Saint-Exupéry (29 de junho de 1900 - 31 de julho de 1944) foi exilado para a América do Norte após a eclosão da II Guerra Mundial, tendo sido um piloto comercial bem-sucedido antes da guerra. Ele escreveu três de suas obras mais conhecidas, incluindo O Pequeno Príncipe, enquanto esteve nos EUA, embora estivesse com a saúde debilitada e sob grande stress.

Antes de O Pequeno Príncipe, um livro de memórias escrito anteriormente pelo autor traçou suas experiências com aviação no deserto do Saara. Foram essas experiências que o inspiraram a escrever e ilustrar O Pequeno Príncipe. Entre seus escritos relacionados à aviação estão Correio do Sul, Voo Noturno e Piloto de Guerra.

A história original do Pequeno Príncipe segue o personagem quando ele deixa seu planeta natal e sua amiga, a Rosa, para visitar outros asteroides habitados por uma série de figuras falhas antes de chegar à Terra. É aí que ele conhece o narrador da história, o Aviador.

Infelizmente, Saint-Exupéry não foi capaz de desfrutar o sucesso da publicação do livro. Tendo voltado para a guerra, em 1943, ele desapareceu em 1944 durante o voo em uma missão de reconhecimento para as Forças Livres Francesas sobre o Mediterrâneo. Em 2004, os restos de seu avião foram descobertos, junto a uma pulseira que pertencia ao autor, ao largo da costa de Marselha.   


34 comentários:

  1. nossa. você conseguiu me deixar mais louca ainda pra ver esse filme! parece que ficou simplesmente lindo! Só que eu quero reler o livro antes deir ao cinema, já que faz alguns anos que eu o li.Comprei a edição de luxo mas ainda não chegou! Suuuper ansiosa!
    beijos
    relicariodepapel.wordpress.com

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    1. Oie Jessica, o filme ficou lindíssimo.
      vá assistir sim ;)
      bjs

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  2. Tata quanta informação técnica amei conhecer mais , eu ainda não assisti ms pretendo, a animação está lindinha . A trilha sonora perfeita . Parabéns pela ótima postagem. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  3. Tô com tanta vontade de ver este filme, depois deste texto, a vontade só aumentou!
    Muito legal como vc trouxe informações importantes e super técnicas!
    Bjos

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  4. Olá, menina acredita que eu nunca li o livro? morro de vontade e pretendo ler antes de ver o filme, que também estou louca para assistir. Achei o seu post muito completo, cheio de informações importantes, adorei cada pedacinho dele, fiquei ainda mais curiosa, vejo tantos comentários e me arrepende de nunca ter lido

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  5. sobre as informações técnicas, confesso que fiquei boiando enquanto lia sobre elas... xD não entendo nada desses termos técnicos, além do muuuuito básico...
    pelas imagens, percebe-se que o filme ficou encantador, e pretendo assistir muito em breve...
    bjs

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  6. Olá Thais tudo bem, eu sou super fã do livro O Pequeno Príncipe e quando saiu adaptação fiquei super empolgada de ver, vendo o trailer deu para perceber o cuidado que tiveram ao produzir o livro e manter suas características.
    Bjs
    www.livrosajaneladaimaginacao.com.br

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  7. Bom, pra ser sincera, informações técnicas não me interessam tanto, gosto mais da poética que envolve o enredo.

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  8. Olá!
    Acredita que nunca li o livro?
    Ainda pretendo lê-lo. O filme parece ser uma graça, vou tentar tirar um tempinho para assisti-lo.
    Gostei do post e das informações!
    Beijos!

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  9. Oiee ^^
    Estou doida para ver essa adaptação, parece ser maravilhosa ♥ li o livro quando era mais nova, mas acabei não entendendo muita coisa, então quero relê-lo antes de ver a animação.
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  10. Nossa que bom saber algumas coisas por trás de tudo.
    Eu li o livro tem tanto tempo, mas preciso reler antes d ver o filme.
    Uma amiga ama de paixão, ela coleciona os livros com capas diferentes. Acho lindo.
    As informações são ótimas.

    Beijos
    Fer
    http://www.matoporlivros.com.br/

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  11. Oi, tudo bem?

    Nossa, quanta coisa hein. Aí a gente ver como é trabalhoso fazer um filme, envolve várias coisas e pessoas. Ufa. É suado. Já assisti o filme e gostei. Mas não foi o melhor da minha vida e nem chorei, como imaginei que iria acontecer, fui até julgada quando disse isso, mas não sei o que foi que faltou para ele se tornar excelente para mim. Adorei o post, bem informativo.

    beijos

    http://www.livrosfilmeseencantos.blogspot.com.br/

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  12. Olá!!

    Pelo pouco que vi desse filme, a animação está incrível!!!

    Beijos

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  13. Olá, tudo bem?

    Menina quanta informação! Deu para notar que o filme foi muito caprichado! Confesso que já estava com vontade de assistir e que essa vontade só fez aumentar agora!

    Beijo!

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  14. Olá!
    Sou apaixonada com esse livro e estou doida para comprar a versão deluxe que lançaram no ano passado, ela é muito linda. O filme está na minha listinha de filmes para ver e acredito que vou assistí-lo em breve.

    http://loucurasaovento.blogspot.com.br/

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  15. Oi
    Eu amo esse livro, ele é um dos meus preferidos, não vejo a hora de assistir o filme.
    Bjss

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  16. Gostei do mundo que criaram para a menina e para o aviador, conseguiram mesmo passar sensações bem específicas com cada um deles. O visual do filme está lindo, e achei a trilha sonora fantástica. Mas, quando assisti, morri de raiva por causa do final que criaram, achei desnecessário, embora ele realmente mostre que o essencial é invisível aos olhos.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  17. Oláá
    Estou bem curiosa pelo filme por ter ouvido elogios e por ter visto o trailer e adorado, mas quero reler o livro antes já que li faz muitos anos. Adorei a resenha

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  18. Oiii, eu ainda não li o livro acredita? Toda vez que vejo alguém falando sobre ele me pergunto porque ainda não li. Quero ler o livro antes de ver o filme porque estou cada vez mais convencida de que ele é realmente bom.

    bjooos
    Natana
    Colecionando Livros

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  19. Olá... tudo bem??
    Li a postagem, mas sinceramente não entendi muita coisa não... eu curto esse tipo de coisa em vídeo, é melhor para o meu entendimento... na verdade ao contrário da maioria das pessoas, não sou chegada no pequeno príncipe e nem tenho a pretensão de ler... a animação tive até curiosidade, mas sinceramente... perdi a vontade.... sei que posso apanhar qualquer hora dessas, por falar isso rs... mas não me animo... mas devo confessar que a arte em geral ficou impecável e nota-se o trabalho e empenho dos idealizadores da animação.... Xero!!!

    http://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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  20. Nossa Tha
    Seu post ficou incrível com tantas informações, esses detalhes técnicos são fundamentais e assim que puder, irei assistir ao filme, aliás desenho.
    Beijos

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  21. Achei um máximo saber mais sobre o processo de criação do filme, com certeza os diretores ciraram algo único, e perfeito, que encantou desde crianças, a jovens e adultos que tiveram sua infãncia marcada por esse livro

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  22. Oii,
    Amo a história do Pequeno Príncipe estou morta de vontade de ver o filme, seu post só me deixou mais aguada de vontade.
    Vivi
    Corujas de Biblioteca

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  23. Oi Thais.
    O filme é simplesmente incrível e depois que assisti, eu quero novamente ter outro exemplar do livro.

    Bjos

    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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  24. Oii, tudo bem?
    Eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro nem de ver o filme, mas ambos já está na minha lista de desejados.

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  25. Infelizmente ainda não fui ver o filme, que tem tudo para agradar como o livro. Do trailer que vi e de tudo que você falou, tenho certeza que será uma experiência maravilhosa.
    Bjs, Rose.

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  26. Olha eu ainda não li o livro e muito menos vi o filme.
    Mas tenho que confessar que algo em sua postagem me chamou atenção, porque eu estudei na faculdade o STOP MOTION. É muito legal. Eu e meus colegas fizemos um trabalho para animar FOTOGRAFIAS e foi bastante divertido. Eu não me lembro direito como mexe com o programa, mas é bastante interessante. Espero poder ver o filme para ver como é a animação. Deve ser lindo =] Enfim...

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/09/resumo-do-mes-agosto.html

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  27. Não sei, não tenho vontade de assistir esse filme, apesar de ter muita vontade de ler o livro... ainda não tive a oportunidade de lê-lo, mas sei o quão lindo ele é, já li várias passagens, mas o filme não me atraiu de jeito nenhum G.G

    beijos.
    www.amigadaleitora.com

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  28. Olá!
    Estou doida para ir no cinema levar meu filho pra ver o filme
    Ele está lendo o livro e adorando
    Adorei o seu post
    Fotos lindas *-*
    http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/

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  29. Olá!
    Adorei seu post, bem explicadinho. Eu ainda não consegui assistir ao filme, mas dessa semana não passa haha foi meu primeiro livro lido sozinha (sem ajuda da minha mãe) e até hoje, é meu livro favorito!

    Beijos
    http://www.breakingfree.blog.br/

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  30. Oi!
    Que post legal, super detalhado!
    Eu adoro a história do Pequeno Príncipe e quero muito assistir esse filme xD

    Bjs,
    Fernanda.

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  31. Estou loucaaa para ver! <3333

    Beijinhos,
    http://www.miopesanonimos.com/

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  32. Olá!
    Eu estou doida para ver o filme. Só de ver o trailer da pra ver que o filme foi bem feito.
    Adorei o seu post.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  33. Eu amo O pequeno príncipe, e estou louca pra ver o filme desde que foi anunciado.
    Adorei conhecer melhor os bastidores dessa criação, e ver que tanta gente de peso se envolveu no processo. Essa é uma obra que merece toda a atenção e cuidado. E nossa, o Hans Zimmer faz as melhores trilhas sonoras do mundo!
    Parabéns a equipe de produção por usar o livro como guia. Porque esse é um livro que não dá para fugir muito, ou perde a magia
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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